1. Abordagem Centrada na Pessoa

16/07/2011 00:00

Oficina Temática: Abordagem Centrada na Pessoa

 

 

O pressuposto fundamental da Abordagem Centrada na Pessoa é que em todo indivíduo existe uma tendência à atualização, uma tendência inerente ao organismo para crescer, desenvolver e atualizar suas potencialidades numa direção positiva e construtiva.

 

Com Aline Piason, psicóloga do Delphos Instituto de Psicologia Humanista, psicoterapeuta e ludoterapeuta; especialista clínica em psicoterapia centrada na pessoa; mestre em psicologia social.

Instituto Delphos de Psicologia Humanista: www.institutodelphos.com.br

 

 

Conheça!

A Abordagem Centrada na Pessoa é o conjunto de princípios fundamentais da Psicologia em que se dá maior ênfase aos sentimentos e não à compreensão intelectual, enfocando a situação imediata e não ao passado do indivíduo. Utiliza o termo cliente pois paciente remete a ideia de passividade, o que não condiz com a autonomia e auto desenvolvimento buscados na terapia.

 

Acredita-se que quanto maior a liberdade oferecida ao cliente para este se expressar espontaneamente, sem que seja guiado, conduzido ou orientado pelo terapeuta, maior será a rapidez e intensidade com que ele traz para o processo terapêutico questões realmente cruciais para sua existência.

 

Nesta Abordagem, cabe ao terapeuta pontuar a experiência do indivíduo e a tomada de consciência do mesmo, relacionando as atitudes e a tomada de consciência, agindo e reagindo de acordo com a experiência real e não a ideal.

 

A pessoa é beneficiada por um clima de aceitação, se sente compreendida, bem vinda, não julgada... Ferramenta importante deste trabalho é a empatia, a capacidade do terapeuta de se colocar no lugar do cliente, ver o mundo pelos olhos dele, permitindo ao cliente chegar às experiências de reflexão e conclusão sobre si mesmo.

 

Dentre os aspectos mais interessantes desta abordagem, está o aspecto que se refere à aplicação do método em psicoterapia, o qual passa por um processo de amadurecimento do próprio psicoterapeuta, já que ele não pode simplesmente apropriar-se da “técnica”, antes que lhe seja próprio e natural. Por isso é que se diz que não existe uma “técnica”, mas sim psicólogos cuja conduta pessoal e profissional mais se aproxima desta perspectiva.